As cores de 2026 fazem sentido mesmo?

As cores de 2026 fazem sentido mesmo?

Quando comecei a olhar as referências de moda para 2026, matérias, desfiles, relatórios, editoriais, uma coisa ficou bem clara pra mim: não é sobre uma cor específica “da moda”, mas sobre um clima.

A moda está muito menos interessada em impacto imediato e muito mais focada em permanência. Em peças que duram. Em escolhas que acompanham a vida real.

Por isso, sim, faz sentido ver tantas apostas em tons mais neutros, quentes e naturais.

Off-white, bege, creme, areia, marrom, caramelo e variações de verde mais suaves aparecem de forma consistente em diferentes fontes. Não só na moda, mas também em design, arquitetura, beleza e lifestyle. É um movimento que vem de um desejo coletivo por menos excesso e mais equilíbrio.

Essas cores têm algo em comum: elas não cansam. Funcionam em diferentes corpos, estilos e rotinas. Não dependem de ocasião especial. São fáceis de combinar e atravessam estações sem parecer “datadas”.

Ao mesmo tempo, 2026 não é só sobre neutralidade. Algumas cores mais vivas aparecem, sim, principalmente em coleções de primavera e verão. Amarelos mais intensos, azuis vibrantes, rosas mais doces. Mas quase sempre como ponto de contraste, não como base. São cores que entram para trazer energia, não para dominar o guarda-roupa.

O que mais me chamou atenção é que, mesmo quando essas cores mais fortes aparecem, elas vêm acompanhadas de tecidos confortáveis, modelagens mais soltas e propostas menos rígidas. A cor continua importante, mas não está acima do corpo ou da experiência de vestir.

E isso conversa muito com a forma como eu enxergo moda hoje.

Na Lanu, a escolha de cores nunca parte só da tendência. Parte de perguntas: isso funciona na vida real? Funciona para quem passa o dia inteiro vestida? Funciona em diferentes fases, corpos e rotinas?

Por isso, quando falamos das cores de 2026, não estamos falando de algo distante ou conceitual. Estamos falando de uma paleta que acolhe, que combina com o tempo que a gente vive e com a forma como queremos nos sentir ao vestir.

Mais presença, menos esforço.
Mais conforto, menos pressão.
Mais intenção, menos exagero.

No fim, as cores de 2026 não são uma regra. São um convite.
A se vestir com mais consciência, mais leveza e mais verdade.

E isso, pra mim, faz todo sentido.

Espero que esse olhar sobre as cores de 2026 ajude você a se vestir com mais leveza.
O resto, a gente vai construindo juntas.

 

 

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